CALENDÁRIO 2011 1° SEMESTRE
TRABALHO AOS SÁBADOS APARTIR DAS 15HS
29 DE JANEIRO ABERTURA TRABALHO CABOCLO SAUDANDO OXÓSSI
05 DE FEVEREIRO TRABALHO DE ESQUERDA EXU/ POMBA GIRA / EXU MIRIM
12 DE FEVEREIRO BAIANO / MARINHEIRO
19 DE FEVEREIRO PRETO VELHO
26 DE FEVEREIRO CIGANOS
05 DE MARÇO TRABALHO DE ESQUERDA EXU/ POMBA GIRA / EXU MIRIM
12 DE MARÇO CABOCLO / BOIADEIRO
19 DE MARÇO BAIANO /MARINHEIRO
26 DE MARÇO PRETO VELHO / CRIANÇAS
02 DE ABRIL TRABALHO DE ESQUERDA EXU/ POMBA GIRA / EXU MIRIM
09 DE ABRIL BAIANO / MARINHEIRO
16 DE ABRIL CIGANO
23 DE ABRIL CABOCLO FESTA DE OGUM
30 DE ABRIL PRETO VELHO
07 DE MAIO ESQUERDA EXU / POMBA GIRA / EXU MIRIM
14 DE MAIO FESTA DE PRETOS VELHOS (COMEMORANDO DIA 13 DE MAIO DIA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS)
21 DE MAIO CABOCLO
28 DE MAIO FESTA DOS CIGANOS ( COMEMORANDO DIA DE SANTA SARA KALI DIA 24/05)
04 DE JUNHO TRABALHO DE ESQUERDA EXU/ POMBA GIRA / EXU MIRIM
11 DE JUNHO PRETO VELHO
18 DE JUNHO BAIANO /MARINHEIRO
25 DE JUNHO CABOCLO FESTA PARA XANGÔ
Uma casa fundada em 23 de outubro de 2009 para servir nosso Pai Olorum , nossos Pais e Mães Orixás todas entidades dispostas a fazer o bem a todos! Salve Meu Pai Xangô ! Salve SR. Exu Tata Caveira ,Caboclo Pena Verde , 7 Cachoeiras "seu Zés "e todos demais que trabalharam, muito por esse chão! Saravá a todos! Salve a Umbanda religião do Amor , do Resgate da Fé e da Caridade! contatos: casadexango@hotmail.com
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
2011 a 1ª
O Ano mal começou e ja fomos inundados por catastrofes onde muitas vidas se ceifaram .
De alguma formma nos comovemos com tudo isso , e reflito que ao mesmo tempo nos acostumamos também.
Como se as tragédias fosse uma coisa que só bate na porta do vizinho e nos imune de sentimentos reflitórios de analises mais expecificas de convivencia carmica entre os seres.
Um dia nascemos e sabemos apenas que um dia desencarnaremos , e acho que isso não serve de consolo pra ninguém , mas ao mesmo tempo volto afirmar que deve servir ao menos de estimulo para que possamos fazer de nossas vidas algo melhor tanto para nós , mas principalmente para com nosso semelhante.
Afina o Mundo precisa de mais Amor e conpreensão entre todos nós encarnados afim de que possamos comungar da paz externada por Deus em nossos corações .
Como nosso senbhor Jesus Cristo ressucitou ao terceiro dia de sua crucificação , nos mostra que a morte da carne é apenas um recomeço para o ciclo evolutivo de todos ser .
Que esse ano de 2011 não traga apenas maus presságios , afinal vejo que a natureza apenas está recobrando seu espaço tomado e modificado a força pela ganancia do homem.
axé a todos
Pai Otavio de Xangô
De alguma formma nos comovemos com tudo isso , e reflito que ao mesmo tempo nos acostumamos também.
Como se as tragédias fosse uma coisa que só bate na porta do vizinho e nos imune de sentimentos reflitórios de analises mais expecificas de convivencia carmica entre os seres.
Um dia nascemos e sabemos apenas que um dia desencarnaremos , e acho que isso não serve de consolo pra ninguém , mas ao mesmo tempo volto afirmar que deve servir ao menos de estimulo para que possamos fazer de nossas vidas algo melhor tanto para nós , mas principalmente para com nosso semelhante.
Afina o Mundo precisa de mais Amor e conpreensão entre todos nós encarnados afim de que possamos comungar da paz externada por Deus em nossos corações .
Como nosso senbhor Jesus Cristo ressucitou ao terceiro dia de sua crucificação , nos mostra que a morte da carne é apenas um recomeço para o ciclo evolutivo de todos ser .
Que esse ano de 2011 não traga apenas maus presságios , afinal vejo que a natureza apenas está recobrando seu espaço tomado e modificado a força pela ganancia do homem.
axé a todos
Pai Otavio de Xangô
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Oxóssi

Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto no candomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu, quanto na umbanda, onde é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião.
Seu habitat é a floresta, sendo simbolizado pela cor verde na umbanda, e recebendo a cor azul clara no candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada nesse último. Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão. Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto "o caçador de uma flecha só".
Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.
No Brasil, Ibualama, Inlè ou Erinlè é uma qualidade de Oxóssi, marido de Oxum Ipondá e pai de Logunedé. Como os demais Oxóssis é caçador, rei de Ketu e usa ofá (arco e flecha), mas se veste de couro, com chapéu e chicote.
Um Oxóssi azul, Otin, usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça, mas gosta muito de búfalo.
Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.
Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas no trabalho e desemprego. Afinal, a busca pelo pão-de-cada dia, a alimentação da tribo costumeiramente cabe aos caçadores.
Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.
Arquétipo
As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas, preferem agir a noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar mas quando raivosos, ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.
Qualidade de Oxóssi
Òdé
Otin
Òdéarólé
Akeran
Ajayipapo
Danadana
Apáòka
Inlè
Irinlè
Ibualama
Isambu
Karele
Sete folhas mais usadas para Oxóssi
Ewê odé
Akoko
Odé akoxu
Etítáré
Iteté
Igbá ajá
Bujê
Sincretismo
No Rio de Janeiro, é sincretizado com São Sebastião.
Em Salvador, no dia de Corpus Christi é realizada uma missa, chamada de Missa de Oxossi com a participação das Iyalorixás do Candomblé da Casa Branca do Engenho Velho
Oxossi na Umbanda
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Oxóssi, na Umbanda é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião. No Candomblé brasileiro é um antepassado africano divinizado, filho de Yemanjá, protetor das matas, sincretizado com São Sebastião no Rio de Janeiro e São Jorge na Bahia. Diz o mito que Oxóssi era irmão de Omulu-Obaluayê e rei da cidade de Oyó, cidade da África sudanesa, de onde provém os povos nagô ( keto, ijexá e oyó) e mina-jeje.
Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.
O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento.
O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo. Oxóssi forma com Obá a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege sobre o Conhecimento.
Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra.
Oxóssi estimula e Obá anula.
Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento.
Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica.
Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente.
Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e se multiplicam.
Oxóssi é o raciocínio arguto e Obá é o racional concentrador.
Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres na apresentação de novos conhecimentos, de novos horizontes, etc.
Simbolicamente representamos Oxóssi com sete setas, que são as sete buscas contínuas do ser.Oxóssi expande, irradia e impele os seres.
Oferenda ao Pai Oxóssi
Velas brancas, verdes e rosa; cerveja, vinho doce e licor de caju; flores do campo e frutas variadas, tudo depositado em bosques e matas. Bibliografia
O CÓDIGO DE UMBANDA
fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxossi_na_Umbanda
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
PRECE POR ENTENDIMENTO

PRECE POR ENTENDIMENTO
Senhor Jesus!
Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que somente assim as bênçãos que nos
concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a existência.
Induze-nos à prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura, conquistemos, não na condição
de propriedade nossa e sim por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não
obtiveram as vantagens que nos felicitam a vida.
E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e trabalho com que nos honraste em serviço aos
semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos, naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de
maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em Ti, tanto quanto permaneces em nós, agora e sempre.
Assim seja.
Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Paciência” - Edição C.E.U.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Festa para o Sr. Exu Tatá Caveira

Dia 18 de dezembro estaremos realizando nossa última gira do ano de 2010 na força de nossos guardiões e guardiãs homenageando o Exu chefe de nossa Casa Sr. Tata Caveira.
Todos estão convidados !
Pedimos a todos que tragam 1kg de alimento que será doado a entidades carentes.
Axé a todos!
Pai Otavio de Xangô
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Iemanjá 08-12

Iemanjá na Umbanda
IemanjáMãe Iemanjá, Senhora da calunga grande (mar). Sincretizada no Rio de Janeiro com Nossa Senhora da Glória comemorado em 15 de agosto. Na Umbanda, ela também recebe o título de Senhora da Coroa Estrelada.
Em São Paulo, a maior comemoração é no dia 8 de dezembro, na Praia Grande.
No Rio Grande do Sul a comemoração é no dia 2 de fevereiro, onde, Yemanjá é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes. As cerimônias são comumente feitas à beira-mar, no litoral gaúcho. Também ocorrem em rios, como em Porto Alegre (Rio Guaíba). Em Santa Catarina é relizada anualmente no dia 2 de Fevereiro ma Praia Central de Balneário Camboriú a Festa em Homenagem a Yemanjá. No Rio de Janeiro a festa de Iemanjá e comemorada no dia 29 de dezembro , dois dias antes do ano novo para evitar um maior congestionamento nas praias e ruas. As oferendas lançadas ao mar para a orixa contam de palmas, rosas e flores principalmente na cor branca, seu metal e prata é seu dia e sábado. Sua saudação e Odocya .
Cores: azul claro ou branco transparente.
fonte Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Yemanjá é um dos Orixás mais conhecidos e ao mesmo tempo, o que possui o maior número de informações desencontradas e algumas vezes, até mesmo controversas. Pesquisei em vários sites, li diversos livros, até revistas e impressos, e me impressionei como a cultura africana toma diversos aspectos diante da visão humana, e como perdemos algumas raízes ao adaptar os cultos e rituais. Tentei encontrar algumas informações novas.
O termo sagrado Yemanjá primitivamente era “YemanyArth”, sendo posteriormente fonetizado como Yemanjá. Recentemente, outros povos, inclusive os africanos ocidentais, fonetizaram este termo sagrado como YEOMOEJÁ, que no Brasil, trouxemos para Yemonja ou Yemoja. No rito Jeje é Abe, representada pela Estrela Guia; no rito Angola é Dandalunda ou Quissimbe.
Podemos dizer muitas coisas a respeito deste Orixá, mas tudo se resumiria em dizer: Orixá Mãe!. Yemanjá é conhecidíssima, respeitada e amada. É reverenciada por outros nomes tais como: Mãe d´água, Janaína, Iara, Sereia, Princesa do Mar, Marbô, Inaê, Mucunã, Rainha do Mar, Rainha das Águas, entre tantos outros.
É uma divindade muito popular no Brasil e em Cuba. Seu AXÉ é assentado sobre pedras marinhas e conchas, guardadas em alguidar enfeitados com ileke (colares) e lenços de suas cores. Podem ainda ser colocadas numa porcelana azul. Sete são as pedras que servem de base ao assentamento de Yemanjá. Cada pedra é um “fundamento”, a morada de um Orixá, e é acompanhada por outras em número correspondente à marca ou cifra que simboliza a divindade.
Os atributos (“ferramentas”) de Yemanjá são elaborados em prata, aço, latão ou chumbo, e são os seguintes: SOL (oru), LUA CHEIA (ochú), UMA ÂNCORA (dakoduro), UM SALVA-VIDAS (yika), UMA CANOA (okokeré) OU UM BARCO (oko), SETE RAMOS (alami), SETE AROS DE PRATA (bopa), UMA CHAVE (chileku) e UMA ESTRELA (irawo).
São ADORNOS EMBLEMÁTICOS desta Deusa, miniaturas de: Patos, peixes, redes, estrelas, cavalos marinhos, conchas, e tudo quanto as entranhas do mar criam.
Do seu ENXOVAL constam “marugas – acherá ou chaichá (espécie de maracá), sinetas (agogô), lenços, leques (são redondos e bordados com búzios e contas) e iruquerés (tipo espanta-moscas, conhecidos como “rabos”) enfeitados com contas azuis e brancas.
Yemanjá têm seus animais e pratos preferidos, mas todos os seus filhos devem conhecer aqueles de que todos os Orixás mais gostam e constituem seu “cardápio ritual”, pois estão obrigados a fazer oferendas a todos eles. “Um Santo não consente que, quando se dá de comer a ele, os demais não comam e, por cortesia, o Orixá principal da pessoa a quem se oferece uma comida é o último a quem se sacrifica e o último que come”. A Ela fazem-se oferendas de carneiro, pato e pratos preparados à base de milho branco, azeite, sal e cebola.
O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro e branco.
Diz-se na Bahia que há sete Yemanjás, mas em Cuba, Lydia Cabrera, dá sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos – “não existe mais do que uma única Yemanjá, uma só, com sete caminhos” – avantares.
São sete as “qualidades” (caminhos) de Yemanjá:
1. Yemanjá AWOYÓ:
A primogênita. A mais velha das Yemanjás e dos mais ricos trajes; usa sete saias para guerrear e defender seus filhos. Ela vive distante no mar e repousa na lagoa; come carneiro e, quando sai a passeio, usa as jóias de Olokum e coroa-se com Oxumarê, o arco-íris.
2. Yemanjá OKETÉ (OGUTÉ, OKUTÍ ou KUBINI)
É a guardiã de Olokum. A do azul pálido (claro), está nos arrecifes da costa (porteira de Olokum). Encontra-se tanto no mar, no rio, na laguna, quanto na mata. Yemanjá, nesta qualidade, é mulher do deus da guerra e dos ferros, OGUM. Come (recebe sacrifícios) em sua companhia e os aceita tanto no mar quanto no matagal. Quando guerreia leva pendentes da cintura o facão e as demais ferramentas de Ogum. Ela trabalha muito, é severa, rancorosa e violenta. É uma temível amazona.
3. Yemanjá MAYALEO ou MAYELEWO:
Mora nos bosques, em um pequeno poço ou manancial, que sua presença torna inesgotável. Nesse caminho, assemelha-se à sua irmã Oxum Ikolé, porque é feiticeira. Tem estreitas ligações com Ogum. Tímida e reservada, incomoda-se quando se toca o rosto de sua iaô e retira-se da festa.
4. Yemanjá AYABÁ ou ACHABÁ
Nesta qualidade, Yemanjá é perigosíssima, sábia e muito voluntariosa. Usa no tornozelo uma corrente de prata. Seu olhar é irresistível e seu ar é altaneiro. Foi mulher de Orunmilá, e Ifá sempre acata sua palavra. Para ouvir seus fiéis costuma ficar de costas. Suas amarrações jamais podem ser desatadas.
5. Yemanjá KONLÉ ou KONLÁ:
A da espuma. Está na ressaca da maré; enreda e envolta em um mato de algas e limo. Por ser navegante, vive nas hélices dos barcos.
6. Yemanjá AKUARA:
A das duas águas – Yemanjá na confluência de um rio. Ali encontra-se com sua irmã Oxum. Mora na água doce, gosta de dançar, é alegre e muito correta; Não pratica malefícios. Cuida dos doentes, prepara remédios, amarra abicus.
7. Yemanjá ASESU:
É a mensageira de Olokum, a da água turva, suja. Muito séria e trabalhadora.; vai no esgoto, nas latrinas e cloacas. Recebe suas oferendas na companhia dos mortos. É muito lenta em atender seus fiéis, pois conta meticulosamente as penas do pato a ela sacrificado, e caso se engane na conta, começa de novo e essa operação se prolonga indefinidamente.
A Linha de Yemanjá, também chamada de linha do POVO DO MAR ou POVO D’ÁGUA, se apresentam na Umbanda na forma de caboclas; gostam de trabalhar com água do mar ou água com sal grosso, Perfumes e espelhos (elementos que também servem para uma oferenda para as entidades no nível de protetoras e não no nível de guias e orixás). Fazem uso da mecânica de incorporação emitindo sons que são verdadeiros mantras que são confundidos por lamentos devido a associação do canto das sereias. Nada impede que médiuns homens trabalhem com essas entidades pois todos tem o equilíbrio dentro de si.
O Orixá Ancestral é representado no planeta Terra (no plano físico e astral) pelos 7 “Orixás Menores”. Na Vibração de Yemanjá são: Cabocla YARA; Cabocla ESTRELA DO MAR; Cabocla DO MAR; Cabocla INDAYÁ; Cabocla INHASSÃ; Cabocla NANÃ-BURUCUN; Cabocla OXUM. Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS de Yemanjá: Caboclo DO MAR; Cabocla CINDA; Cabocla 7 LUAS; Cabocla JUÇANÃ; Cabocla JANDIRA e outros. Ainda dentro da Hierarquia Sagrada, logo abaixo, temos os PROTETORES. Dentre eles citarei: Cabocla LUA NOVA; Cabocla ROSA BRANCA; Cabocla DA PRAIS; Cabocla JACY; Cabocla CaboclaDA CONCHA DOURADA; Caboclo 7 CONCHAS e outros.
NUNCA DEVEMOS ESQUECER QUE: Yemanjá é sensível às atenções ou bondades que se dispensam espontaneamente a seus filhos, e também aprecia e recompensa aqueles que são respeitoso e lhe demonstram consideração. Em todos os momentos graves, os Orixás pedem conselhos a Yemanjá, a Deusa progenitora, muito sábia e dona do mais precioso dos princípios vitais.
Iá nlá, Iyá Oyibó, Iyá erú, Iyá, mi lánu…
http://www.umbandavirtual.byhost.com.br
Fontes:
O arcano dos sete orixás – (OMBHANDHUM) de Rivas Neto
Yemanjá e Oxum de Lydia Cabrera
UUCAB – União Umbandista dos Cultos Afro Brasileiro
Folha Umbandista e Revista dos Orixás.
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