Pesquisar este blog

segunda-feira, 23 de maio de 2011

2° Festival de Curimba da Aldeia de Caboclos


Esta chegando a hora, você não pode ficar de fora do mais esperado festival de curimbas de São Paulo, garanta ja o seu CD ingresso
Os lugares que estao sendo vendidos os ingressos
SEDE ALDEIA DE CABOCLOS-MOOCA
CASA DE VELAS SANTA RITA-LIBERDADE
IMAGENS BAHIA-ARICANDUVA
YORÍMA-ZONA NORTE
SANTA SEREIA-ZONA NORTE
FLORA XANGO

2796-4374- sede da Aldeia de Caboclos
7746-5011\98811761
entre em contato faça parte desta energia
DIVULGUEM ESSE MENSAGEM PARA TODOS SEUS AMIGOS E CONTATOS
VAMOS FORTALECER NOSSA RELIGIÃO
VAMOS CANTAR JUNTOS EM UM SÓ CORAÇÃO
NO 2 FESTIVAL DE CURIMBA ALDEIA DE CABOCLOS.......
SALVE A UMBANDA

terça-feira, 17 de maio de 2011

NO CAMINHO COMUM!




NO CAMINHO COMUM

Diz o Egoísmo – exijo.
Diz o Evangelho – cooperei.

Clama o Egoísmo – eu tenho e posso.
Clama o Evangelho – O Senhor lembrar-se-á de nós com a sua Bênção.

Pede o Egoísmo – entende-me.
Pede o Evangelho – deixa-me auxiliar.

Grita o Egoísmo – sou amado.
Afirma o Evangelho – amo.

Diz o Egoísmo – nunca mais.
Diz o Evangelho – servirei ao bem, sem descanso.

Assevera o Egoísmo – não suportei.
Assevera o Evangelho – o Céu dar-me-á resistência.

Clama o Egoísmo – jamais perdoarei.
Clama o Evangelho – desconheço o mal.

Diz o Egoísmo – tudo é meu.
Diz o Evangelho – tudo é nosso.

O Egoísmo reclama.
O Evangelho sacrifica-se.

O Egoísmo absorve.
O Evangelho se espalha em doações.

O Egoísmo recolher para si.
O Evangelho semeia com amor, a benefício de todos.

O Egoísmo precipita-se.
O Evangelho espera.

O Egoísmo toma posse.
O Evangelho auxilia.

O Egoísmo proclama: - eu.
O Evangelho apregoa: - nós.

É fácil conhecer a nossa posição dentro da vida.
Pelas nossas próprias atitudes, no caminho comum, nas relações habituais de uns para com os outros sabemos, em verdade, se ainda estamos na noite do personalismo delinquente ou se já estamos atingindo a alvorada renovadora com o inolvidável Mestre da Cruz.

Da Obra Apostilas da Vida
Médium Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito André Luiz

Grupo de Internet do Centro Espírita Humildade e Amor
Francisco de Assis bate a nossa porta!
3º Ano de Atividade.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Parábola entre Pai e Filho!

“ Só R$ 25,00...?”



Um homem chegou em casa tarde do trabalho, cansado e irritado encontrou o seu filho de 7 anos esperando por ele na porta.

Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?

O que é? Respondeu o homem.

Pai, quanto você ganha em uma hora?

Isso não é da sua conta. Porque você esta perguntando uma coisa dessas?

O homem disse agressivo.

Eu só quero saber. Por favor, me diga quanto você ganha em uma hora?

"Se você quer saber, eu ganho R$ 50 por hora.”

Ah..." o menino respondeu, com sua cabeça para baixo.

Pai, pode me emprestar R$ 25,00??

O pai estava furioso, "Essa é a única razão pela qual você me perguntou isso?

Pensa que é assim que você pode conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou algum outro disparate? Vá direto para o seu quarto e vá para a cama.

Pense sobre o quanto você está sendo egoísta. Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades...?

O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.

O homem sentou e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do menino. Como ele ousa fazer essas perguntas só para ganhar algum dinheiro?

Após cerca de uma hora, o homem tinha se acalmado e começou a pensar:

Talvez houvesse algo que ele realmente precisava comprar com esses R$ 25,00 e ele realmente não pedia dinheiro com muita frequência.

O homem foi para a porta do quarto do menino e abriu a porta.

Você está dormindo, meu filho? " Ele perguntou.

Não pai, estou acordado?, respondeu o garoto ...

Eu estive pensando, talvez eu tenha sido muito duro com você à pouco?, afirmou o homem.

"Tive um longo dia e acabei descarregando em você. Aqui estão os R$ 25,00 que você me pediu. "

O menino se levantou sorrindo. "Oh, obrigado pai!”gritou. Então, chegando em seu travesseiro ele puxou alguns trocados amassados.

O homem viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a se enfurecer novamente.

O menino lentamente contou o seu dinheiro , em seguida olhou para seu pai..

Por que você quer mais dinheiro se você já tinha? Gruniu o pai.

Porque eu não tinha o suficiente, mas agora eu tenho", respondeu o menino.



" Papai, eu tenho R$ 50 agora. Posso comprar uma hora do seu tempo? Por favor, chegue mais cedo amanhã em casa . Eu gostaria de jantar com você."



O pai foi destroçado. Ele colocou seus braços em torno de seu filho, e pediu o seu perdão.......

É apenas uma pequena lembrança a todos vocês que trabalham arduamente na vida.

Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente importam para nós,

os que estão perto de nossos corações. Não se esqueça de compartilhar esses R$ 50,00 no valor do seu tempo com alguém que você gosta/ama.



Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas.

Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas...

domingo, 17 de abril de 2011

S

Salve a todos!

Hoje estou aqui para escrever mais uma vez dessa pessoa que a cada dia mais eu admiro e acho que não tem que não o admira !
Hoje assisti o 2° filme que encerra as comemorações do centenário de Chico Xavier , intitulado de " As mães de Chico".
O filme tem um cunho todo voltado as mães de Chico , pois mostra a trajetória de várias mães que apesar de todo sofrimento tiveram uma contenda de conforto pelas cartas psicografadas pelo médium.
Vejo como Chico faz falta nesse mundo pois uma gota de paz ele sempre conseguia transmitir nos corações mais aflitos.
Aprendi o quanto temos que valorizar nosso tempo com quem amamos , abraçar mais nossos filhos ama-los enquanto os tempo nos deixa !
Aprendi que Deus escreve certo por linhas tortas , mas essas linhas são difíceis de serem interpretadas por nós , rasgando muitas vezes nossas almas em fatias , onde juntar os cacos se torna um tanto cansativo mas necessário.
Recomendo a todos assistirem e ver que o compromisso com que Chico tinha para com todos anônimos que o buscavam tentando encontrar um conforto e encontravam mais que um amigo , um irmão , encontravam a face de Deus perpetuando paz e amor em todos corações!

Axé a todos!

Pai Otavio de Xangô

segunda-feira, 11 de abril de 2011

SOU FELIZ SOU UMBANDISTA!

SOU FELIZ SOU UMBANDISTA!

Salve a todos irmãos de fé !
Hoje venho felicitar a todos Umbandistas de coração .
De coração sim pois a Umbanda é Amor sublime que nos inunda de Felicidade!
Cada gira é um aprendizado diferente que temos e carregamos em nossos caminhos!
Umbanda é o anti-inflamatório de nossas almas cansadas e pesadas!
Aprendemos com ela que o mundo é leve , iluminado e que essa luz não tem barreiras para poder nos acalentar nossa jornada!
Umbanda é o curativo que cicatriza toda e qualquer ferida que a vida pode nos causar , e mesmo ferido muitas vezes com ela em nosso coração não desistimos de viver!
Lembro como hoje a primeira vez que coloquei meus pés em um terreiro , guardo até hoje as primeiras palavras proferidas a mim por um caboclo na qual me resgatou do vazio profundo que a minha vida se encontrava.
E se vim pela dor como muitos dizem , hoje estou aqui pelo AMOR sublime que essa religião maravilhosa me mostrou.
A Perfeição em meu caminho ainda se faz longa mas não canso de tentar encontra-la e sei que todos vocês também não.
Pois somos falhos , cheio de defeitos e rancores , mas nossa Umbanda nos limpa com uma paciência magnífica.
Pois ela ensina a nós que não é a pressa que nos fará levantar e sim a humildade de saber que servimos algo muito maior que as nossas concepções ainda conseguem perceber!
Aprendo a cada dia a dar valor a tudo que tenho para ai sim querer algo mais , as coisas simples da vida se tornam luminosas e resplandecem em minha alma de uma forma suave e altiva!
Creio que muitos ainda tem vergonha de dizer Sou Umbandista pois a sociedade de forma irracional segue moldes ditados pela moda , mídia entre outros!
Mas com a Umbanda aprendi que não precisamos de muito espaço para fazer ela ecoar aos quatro cantos do mundo , pois seu trabalho é silencioso e mesmo assim sendo traz resultados maravilhosos a quem a busca com fé!
Aprendi com a Umbanda que não temos roteiro a seguir , nem nenhum livro sagrado que possa nos guiar , mas temos a boa vontade de servir a Deus nos doando em tempo e principalmente me vontade .
Aprendi que não estamos e nunca estaremos sozinho nessa jornada pois seremos sempre amparados enquanto levarmos a Umbanda na alma e no nosso coração de maneira verdadeira e sublime!
Como ouvi em uma linda canção ...” Umbanda é amor é caridade eu sei , nós somos filhos de Umbanda também “ , façamos de coração , pois de coração sempre pedimos e de coração somos ouvidos!
Que a Umbanda o transforme a viver seus caminhos singelos e ao mesmo tempo tão cheios de Luz !
Que seus guias , mentores , guardiões o protejam sempre e acredite que se hoje você é feliz , é porque a Umbanda está em vosso coração , ajudando-o a pulsar a cada vez mais forte em vosso peito!
Ame a Umbanda , tenha compromisso com a Umbanda , respeite a Umbanda e principalmente sinta ela em vossa vida pois ela sempre o envolverá em uma felicidade Divina!
Axé a todos Irmãos que os Orixás o iluminem sempre em vossos caminhos!
Pai Otavio de Xangô

domingo, 10 de abril de 2011

Ogum


Ogum (em yoruba: Ògún) é, na mitologia yoruba, o orixá ferreiro,[1] senhor dos metais. O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura, e para a guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, e existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo. Era o filho mais velho de Oduduwa, o fundador de Ifé, identificado no jogo do merindilogun pelos odu etaogunda, odi e obeogunda, representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba ogun.
Ogum é considerado o primeiro dos orixás a descer do Orun (o céu), para o Aiye (a Terra), após a criação, um dos semideuses visando uma futura vida humana. Em comemoração a tal acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra".
Ogum foi provavelmente a primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental. Acredita-se que ele tenha wo ile sun, que significa "afundar na terra e não morrer", em um lugar chamado 'Ire-Ekiti'.
É também chamado por Ògún, Ogoun, Gu, Ogou, Ogun e Oggún. Sua primeira aparição na mitologia foi como um caçador chamado Tobe Ode

Família



Assentamento de Ogum candomblé.
É filho de Oduduwa e Yembo, irmão de Xangô, Oxossi, Oxun e Eleggua. Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.
Ogum é um orixá importantíssimo na África e no Brasil. Sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.
Os Igba Imolé eram os duzentos orixás da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos orixás da esquerda.
Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

O guerreiro
Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê". Tem semelhança com o vodum Gu.

Arquétipo

De acordo com Pierre Verger, o arquétipo de Ogum é o das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança.[3] Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos. Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.

Na tradição religiosa afro-brasileira Candomblé, Ogum (como é conhecida essa divindade yorubá no idioma português) é frequentemente identificado com São Jorge. Isto acontece, por exemplo, no estado do Rio Grande do Sul e na cidade do Rio de Janeiro. No entanto, Ogum também é representado por Santo Antonio, como frequentemente é feito na região nordeste do Brasil, por exemplo, na Bahia.

Características
Dia: terça-feira;
Metal: ferro;
Cor: vermelho (Umbanda) azul marinho ou azul escuro e verde(Candomblé).
Comida: feijoada e inhame;
Arquétipo: impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiados e um pouco egoístas;
Símbolos: espada, facão, corrente de ferro.

Ogum é um orixá cultuado nas religiões de Umbanda e Candomblé, correspondendo a São Jorge, na Igreja Católica no sincretismo religioso. Seu dia é o 23 de abril.

Logum ou Ologum (olo = senhor, Gum = guerra, ou seja, o senhor da guerra ou guerreiro) é uma divindade da cultura Iorubá, região onde localiza-se hoje a Nigéria. Nos domínios de Obéocutá, seu culto era essencialmente agrário, como ainda o é, é a divindade do ferro, quem produz as ferramentas necessárias ao cultivo. Nesta Região, poucos são os que dominam a arte de funndir e moldar o ferro de forma manual. Por isso, todos que dominam esta técnica são protegidos de Ogum. Na Africa, a organização teológica funciona difrente à forma como se desenvolve a religiosidade afro no Brasil. Lá, as pessoas acreditam que a divindade Iorubá é um ancestral comum aos moradores da tribo, cidade, ou etnia. No caso, grande parte das pessoas que praticam as religiões "tradicionais" da região de Obéocutá, acreditam que Ogum seria seu ancestral divinizado. Quanto ao mito, ogum é lembrado como conquistador e caçador, a quem sempre defendeu os seus e sempre proveu de alimentos sua tribo. Contudo, no Brasil seu mito muda de aspecto, devido a lógica da escravidão, os africanos acabam por exaltar outros aspectos desta divindade, de forma a contamplar seus anseios, buscando se livrar dos castigos dos seus Senhores, passavam então a privilegiar o aspecto guerreiro e violênto da divindade. Ogum é o guerreiro, general destemido e estratégico, é aquele que veio para ser o vencedor das grandes batalhas, o desbravador que busca a evolução.
Defensor dos desamparados, segundo a lenda, Ogum andava pelo mundo comprando a causa dos indefesos, sempre muito justo e benevolente. Ele era o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente, pois é um orixá valente, traz na espada tudo o que busca.
É o protetor dos policiais, ferreiros, escultores, caminhoneiros e todos os guerreiros.
Santo correspondente na Igreja Católica: São Jorge no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Santo António de Pádua na Bahia.
Cores predominantes de ogum nas guias: Azul marinho no Candomblé. Vermelho na Umbanda, sendo que na Umbanda do Rio Grande do Sul muitos terreiros utilizam o verde, vermelho e branco. Entretanto as cores são determinadas pelo guia e conforme o reino em que trabalham e para qual Orixá.
Na Umbanda há diversos falangeiros seus como Ogum Beira-Mar, Ogum Marinho, Ogum 7 Ondas, Ogum 7 Cachoeiras, Ogum Megê, Ogum Timbiri, Ogum Yara, Ogum Dilê, Ogum Matinata, Ogum Rompe Mato, Ogum 7 Espadas, Ogum de Malê das Matas, Ogum 7 Escudos, Ogum 7 Lanças entre outros.
referências BASTIDE, Roger. As Religiões Africanas no Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. BENISTE, José. Orun Aiye: o encontro de dois mundos. Rio de Janeiro: madras. 2006.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ogum_na_Umbanda

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Exu (orixá)


Èsù é um Orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.

História

Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.
Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada.
Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.
Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do Mal.Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou mesmo entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como fazem as religiões cristãs, estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso, pelo contrário na mitologia yoruba, bem como no candomblé cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.
De caráter irascível, ele se satisfaz em provocar disputas e calamidades àquelas pessoas que estão em falta com ele.
No entanto, como tudo no universo, possui de um modo geral dois lados, ou seja: positivo e negativo. Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.
Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda Rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú.
A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.
Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é o cargo denominado de Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei.
Exu praticamente não possui ewós ou quizilas. Aceita quase tudo que lhe oferecem.
Os yorubás cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios. Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra utilizados de forma bem precisa, em seus trabalhos.
Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: “Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame”.
E assim é Exu, o orixá que faz: O erro virar acerto e o acerto virar erro.
Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, através de uma artimanha, conseguiu ser o Rei da região, tornando-se um dos Reis de Ketu. Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil, o reverenciam também com este nome.
Todos os assentamentos de Exu possuem elementos ligados às suas atividades. Atividades múltiplas que o fazem estar em todos os lugares: a terra, pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará. Ali estão depositados como elemento de força diante dos pedidos.

Brasil



Exu.
No Brasil, no candomblé, Exu é um dos mais importantes Orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas, as rezas, é saudado antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. O Exu Orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os Exus de Umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé tem um quarto para Exu, sempre separado dos outros Orixás, onde ficam todos os assentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham exu assentado.
É astucioso, vaidoso, culto e dono de grande sabedoria, grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio. Porém " … nem completamente mau, nem completamente bom … ", na visão de Pierre Verger no texto de sua autoria "Iniciação" - contido no documentário "Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia", Exu reage favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.


Sacrifício para Exu.
Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).
A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera. Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.
Consiste o padê em um prato de farofa amarela, acaçá, azeite-de-dendê e um copo de água ou cachaça, que são “arriados” para Exu.
Na nação de angola ou candomblé de Angola Exu recebe o nome de Aluvaiá, pambu Njila, Pambu Njila, e Legbá, no Candomblé Jeje.
Não deve ser confundido com a entidade Exu de Umbanda.pois os exus de umbanda sao entidades de pessoas desencarnadas que por motivos de evoluçao espiritual retornaram a terra para cumprir essa missao junto ao seus seguidores . essas entidades sao confundidas com esu ou exu do candonble devido a proximidade que exu tem com os homens,mas na verdade nao sao considerados orixas como o esu(exu)e sim quiumbas que sao conhecedores das vontades dos homens e mulheres no plano terrestre por teren vivido em epocas diferentes mas com os mesmos problemas desejos e sonhos. No candomble de angola (naçao bantu,congo moxicongo)cultuamos as entidades de exu e pombagiras como ancestrais que por motivos espirituais nos trazem recados,cantigas,avisos,mas totalmente distinto do orixa esu ou ate mesmo de (pambu njila) que e a porçao feminina de esu no angola. por varios nomes podemos reconhecer os quiumbas exus de umbanda,exu tiriri,tranca ruas,exu veludo,exu gira mundo,capa preta,pinga fogo,veludo tata caveira ... a palavra "pombagira" na verdade e um pronuncia "abrasileirada" do lingua bantu africana pombogira Pampu Nijila que por ser uma porçao mais feminina do mesmo exu africano se confindiu com a entidade feminina de exu na umbanda. ex:maria molambo pombogira muito conhecida no nordeste rio de janeiro,por suas graças e gracejos por suas palavras fortes e caracteristica de mulher revolucionaria guerreira tem seus devotos fiesis ,Maria Padilha,conhecida assim como Maria Molambo tambem tem seus seguidores sao as mais conhecidas nos candombles de angola entre outras estao Maria Zureta,Catarina ,Dama da Noite ,Sombra da noite,Sete encruzilhadas,Rosa dos ventos ,Rosa vermelha,Maria Bandida ,Dona Navalha.

Arquétipos

Seus filhos são sensuais, dominadores e inteligentes. Gostam da vida cercada de barulho, muitas pessoas e romances de todo tipo. Adoram festas e não se prendem a ninguém, são muito impulsivos. Mas se amam alguém, dão sua vida se for preciso, sem pensar em nada. Gostam de ajudar e trabalhar, mas podem se tornar vingativos e extremamente crueis.